A jovem Juliana Marins, de 26 anos, tragicamente morta em um acidente na Indonésia, causou uma comoção no país. Mas infelizmente, quando ocorrem episódios como esses, logo aparecem os oportunistas políticos de plantão, buscando holofotes em cima da tragédia alheia.
Digo isto, porque já surgem na internet, principalmente redes sociais, exploração política de alguns nomes querendo puxar a sardinha para seu lado político: uns condenando o governo federal, outros buscando aplaudir as manifestações de pesar de órgãos e mandatários da nação.
Infelizmente, nossos políticos têm a péssima mania de querer aproveitar para ganhar bônus eleitorais em cima de uma tragédia pessoal. Nem deveria estar na pauta dos debates se o governo agiu corretamente ou não, o que deve ser pauta de discussão nesse momento, é a conscientização e a necessidade de reforçar aspectos de segurança para que tragédias como a que cometeu Juliana não ocorram mais.
O que precisa ser discutido é a questão sobre o preparo de esportistas e a pesquisa prévia a ser feita em lugares com a Indonésia que, provou-se, não ter a urgência necessária para conseguir resgatar a brasileira com vida. Em momentos como esses, é preciso que esportistas profissionais surjam e apontem o que precisa ser feito para que a segurança seja melhorada, em termos de equipamento, planejamento e protocolos de atuação no qual, aí sim, o governo precisa se envolver.
Em uma matéria da Agência Brasil, e republicada por nós, a triatleta e maratonista Isabel Leoni, aponta que não é raro o caso de turistas e esportistas amadores subestimarem os riscos de uma trilha como a do Monte Rinjani. Ela fez, em 2015, a trilha de três dias no local.
“A gente subestima muito a montanha. A gente acha que está chegando, [que] é rápido e, quando vê, não é logo ali, demora muito, é muito esforço, requer preparo e técnica”, disse a montanhista. Você pode conferir a matéria aqui.
A opinião de Isabel Leoni é sim, a que precisa ser ouvida nesse momento, e não a de alguns oportunistas políticos buscando votos para 2026. As eleições ainda não começaram, mas para alguns, a briga por votos já começou.







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