As tensões crescentes no Oriente Médio voltaram a afetar a aviação internacional nesta segunda-feira (23), após o Irã confirmar um ataque com mísseis contra uma base militar dos Estados Unidos localizada no Catar. Em meio à escalada militar, diversas companhias aéreas precisaram redirecionar voos e revisar suas operações para garantir a segurança de tripulantes e passageiros.
Segundo dados da Cirium, empresa especializada em aviação, mais de 20 aeronaves comerciais com destino a Doha, capital do Catar, foram desviadas. Outras quatro com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, retornaram aos aeroportos de origem. A Flightradar24, plataforma de rastreamento de voos em tempo real, confirmou que o espaço aéreo sobre os Emirados Árabes Unidos chegou a ser temporariamente fechado. O Bahrein também interrompeu operações aéreas em seu espaço, de acordo com informações da Reuters.
Entre as companhias mais afetadas, está a Emirates, sediada em Dubai. A empresa comunicou que algumas aeronaves precisaram ser redirecionadas e alertou para possíveis atrasos e aumento na duração dos voos. Apesar disso, afirmou que seguirá com sua programação, utilizando rotas mais distantes das zonas de conflito.
A Air India foi ainda mais rígida em sua resposta. A companhia suspendeu todos os voos com origem e destino no Oriente Médio, além das rotas entre a costa leste da América do Norte e a Europa, “até novo aviso”. Em nota publicada na rede social X (antigo Twitter), a empresa pediu compreensão dos passageiros, alegando que os impactos são “além do controle de uma companhia aérea”. A empresa já havia enfrentado dificuldades operacionais após um acidente fatal com um Boeing 787 no início do mês. A causa ainda está sob investigação.
A British Airways também anunciou o cancelamento de seus voos para Doha até quarta-feira. “A segurança é sempre nossa maior prioridade”, afirmou a companhia britânica, que está entrando em contato com os clientes para oferecer alternativas e manter todos informados sobre a evolução da situação.
Com o espaço aéreo da região se tornando cada vez mais imprevisível, as companhias buscam equilibrar a continuidade das operações com a proteção de vidas humanas. A expectativa é de que o número de voos desviados continue crescendo, enquanto governos e empresas monitoram os desdobramentos do conflito.







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